Agenda 2030 na América do Sul e Caribe

Agenda 2030 na América do Sul e Caribe
Monitoramento está acompanhando impacto da pandemia nas ações das organizações.
Imagem: Pixabay/CC

Como parte do trabalho da ação entitulado “Protagonismo da sociedade civil nas políticas macroeconômicas”, a Rede Jubileu Sul Américas está realizando um monitoramento dos fóruns, eventos e redes da sociedade civil que fazem acompanhamento e estão engajadas na Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas.

Junto com o monitoramento de iniciativas, o Jubileu Sul Américas tem promovido reuniões e diálogos com as organizações membros da rede “para incentivá-las a se apropriarem do conteúdo do projeto e para que sejam as protagonistas. Também temos feito esse trabalho para que tenham acesso e conheçam mais dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, os ODS, e da Agenda 2030”, explica Raíssa Lazarini, coordenadora técnica do projeto.

O monitoramento também analisa como está a situação das entidades da América Latina e Caribe frente ao cenário atual com o novo coronavírus, e as formas como as organizações que lidam com as temáticas dos ODS têm atuado frente à pandemia.

“Houve aumento dos casos de violência doméstica devido à quarentena e isso afeta diretamente o objetivo da igualdade de gênero. Tem também a questão da saúde e do bem-estar, e do acesso à educação de qualidade que também estão sendo afetados”, afirma a coordenadora.

Assistente de projetos, Yader Villanueva explica que a investigação feita pela equipe técnica se materializou num texto. “O artigo que será publicado contribui com o debate sobre a situação dos ODS e o conflito com a pandemia da COVID-19 em cada país que faz parte do projeto, e aponta como as organizações estão atuando para mitigar os efeitos no progresso dos objetivos”, afirma. 

A agenda desta ação prevê ainda a realização de três pesquisas. Segundo Villanueva, os estudos vão abordar finanças públicas e sua relação com as dívidas dos países e os progressos dos ODS; a perspectiva de gênero na elaboração dos orçamentos e nas finanças públicas; as implicações da financeirização da natureza e como isso afeta os povos defensores e protetores dos territórios.

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