Encontro Nacional de Articuladores do Grito dos/as Excluídos/as começa amanhã (19), em São Paulo

Por Rogéria Araújo | Comunicação JSB

Nos próximos dias 19, 20 e 21 de maio, representantes de 19 estados brasileiros estarão reunidos no 19 Encontro Nacional de Articuladores do Grito dos/as Excluídos/as, que acontecerá em São Paulo. O momento é de preparação e aprofundamento da 23ª edição do Grito e, neste processo, os/as articuladores/as têm papel fundamental em multiplicar e animar as ações em suas localidades. Tendo como lema “Por direitos e democracia, a luta é todo dia” e tema “Vida em primeiro lugar”, o Grito segue cumprindo sua função mobilizadora de levar as demandas do povo às ruas de todo o Brasil.

Este encontro tem como objetivo, de acordo com a secretaria nacional da articulação do Grito, “ser momento e espaço de animação, motivação e contribuição para estreitar laços de unidade e o espírito de construção coletiva. Ser espaço de informação e formação de consciência, resgate de valores, alimentar o sonho e a utopia”.

Programação

No primeiro dia da programação, os participantes trarão a conjuntura de suas realidades locais, formando, assim, uma partilha geral onde se possa conhecer de maneira panorâmica como e em que contexto o Grito deverá estar incluído este ano. A partir desta partilha de informações, Nalu Farias, da Marcha Mundial das Mulheres, irá facilitar esta parte, no sentido de dar uma visão mais completa e conjunta da lutas, desafios e caminhos colocados pelos articuladores.

Para fazer memória de todo este processo, a coordenação nacional vai tratar sobre o que foi o 22º Grito dos/as Excluídos/as, fazendo uma breve avaliação da edição passada. Em seguida, será feita a apresentação do DVD do 22º Grito.

Para o dia 20, com facilitação de Rosilene Wansetto, da rede Jubileu Sul Brasil; Alessandra Miranda, da Cáritas Nacional; e Frei Olavio Dotto, assessor da Comissão 8/Pastorais Sociais da CNBB; os participantes discutirão sobre três temas: Democracia, Direitos e Lutas. A proposta é fazer rodas de conversa e, ao final, partilhar as as discussões e resultados. Logo depois, o grupo entrará no debate do 23º Grito dos/as Excluídos/as, abordando os eixos, objetivos, simbologia, pré-gritos, materiais. No domingo, último dia, será dedicado aos encaminhamentos gerais, avaliação e mística de encerramento.

Conjuntura

Em época de retiradas de direitos sociais básicos da população brasileira, o Grito se realiza numa conjuntura complexa, cuja projeção indica cada vez mais para a exclusão dos menos favorecidos. Mais uma vez esta articulação nacional surge, então, para o despertar do povo e para que todos e todas tenham voz e coloquem suas demandas nas ruas.

O momento exige mais de nós para motivar e trazer à tona a discussão da luta de classes. Este ano – em vista de retiradas de direitos sociais, trabalhistas, previdenciários e todos os outros como saúde, educação, moradia, etc, e da conjuntura como um todo, num governo ilegítimo – a articulação do Grito aponta para uma grande possibilidade das regiões se mobilizarem mais e que as pessoas reajam de forma mais intensa”, afirmou a coordenação nacional.