Rio Olímpico dez meses depois: falta legado, sobra dívida

Por Sandra Quintela e Thiago Mendes | PACS

Quase dez meses depois do início dos Jogos, a utopia de uma “Cidade Olímpica” parece ter ficado apenas nas imagens de uma cerimônia de abertura colorida e festiva que pouca gente lembra. Antes dos Jogos, toda promessa de legado era tachada de “olímpica” ou remetia a um futuro alentador. O Rio ganharia um sistema de transporte “olímpico”, os moradores poderiam praticar diversas modalidades esportivas, graças à construção de caríssimas instalações “olímpicas” que ficariam para todos. A Prefeitura rebatia qualquer crítica em relação aos gastos com os Jogos, afinal dois dos equipamentos — a Arena Carioca 3 e a Arena do Futuro — se transformariam em “Escolas do Amanhã”. O futuro chegou, e o Rio é hoje uma cidade endividada e com uma população com cada vez menos direitos.

Em razão dos empréstimos contraídos para os Jogos, a Prefeitura precisou adiar o pagamento da parcela da dívida com o Banco Nacional do Desenvolvimento (banco público federal) para conseguir pagar os servidores municipais até o fim do ano. Recentemente, em audiência pública no Ministério Público Federal, a subsecretária de Esporte e Lazer da Prefeitura do Rio, Patrícia Amorim, admitiu que não há orçamento para construir novas “escolas do amanhã”, que funcionam em tempo integral.

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