Confira a carta de apoio da CNBB ao 23º Grito dos/as Excluídos/as

Apoio ao 23º Grito dos Excluídos

Senhores Cardeais, Arce/Bispos, agentes de pastorais, lideranças!

O Grito dos/as Excluídos/as chega ao seu 23º ano, fruto da Campanha da Fraternidade de 1995, cujo tema era “Fraternidade e os excluídos” e o lema: Eras tu, Senhor?  Ao contemplar as faces da exclusão na sociedade brasileira, setores ligados às Pastorais Sociais da Igreja optaram por estabelecer canais de diálogo permanente com a sociedade promovendo, a cada ano, na semana da Pátria, o Grito dos/as Excluídos/as.

Mas o Grito dos/as Excluídos/as não quer se limitar ao sete de setembro. Vai muito além. Em preparação ao evento são promovidas rodas de conversa, seminários, fóruns temáticos e conferências envolvendo entidades, instituições, movimentos e organizações da sociedade civil fortalecendo as legítimas reivindicações sociais e reforçando a presença solidária da Igreja junto aos mais vulneráveis, sintonizando-a aos seus anseios e possibilitando a construção de uma sociedade mais justa e solidária.

Em 2017 o 23º Grito dos/as Excluídos/as tem como lema “Por direitos e democracia, a luta é todo dia”.  Vivemos tempos difíceis. Os direitos e os avanços democráticos conquistados nas últimas décadas, frutos de mobilizações e lutas, estão ameaçados. O ajuste fiscal, as reformas trabalhista e da previdência estão retirando direitos dos trabalhadores para favorecer aos interesses do mercado. O próprio sistema democrático está em crise, distante da realidade vivida pela população.

Agradecemos aos senhores pelo apoio recebido ao longo destes anos e nos comprometemos a continuar gritando pela vida em primeiro lugar. Agora, solicitamos-lhes, mais uma vez, o efetivo apoio ao Grito dos Excluídos 2017! É uma iniciativa que desperta para a solidariedade, para a organização e que renova a esperança dos pobres e os torna sujeitos de uma nova sociedade, sinal do Reino de Deus.

Com estima e consideração,

Dom Guilherme Antônio Werlang

Bispo de Ipameri/GO

Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Social Transformadora.

Brasília, 12 de julho de 2017.