39 anos do Golpe: Basta de pagar as dívidas da ditadura

Marchemos junt@s – Amanhã (24), às 15h, do Congresso à Praça da Maio.

golpe 39

Diante de um novo aniversário do golpe de estado que somou a Argentina à onda de ditaduras incentivadas, formadas, financiadas e protegidas pelos EUA e pelos interesses econômicos que promovem em toda a região, renovamos nosso compromisso na luta contra a impunidade de ontem e de hoje, honrando a Memória de tantos ideais e entrega, exigindo a Verdade e Justiça frente às dívidas ainda pendentes.

Entre elas, enfatizamos a necessidade de encarar de uma vez o obstáculo da DÍVIDA PÚBLICA que, apesar do tão anunciado ‘desendividamento” continua existindo, continua crescendo e impactando nossos direitos fundamentais ao trabalho e a um salário digno, à água, moradia, educação, saúde, aposentadorias, modelo econômico, à recuperação de nossa soberania e autodeterminação.

Não é necessário ter acordo com os “abutres” para continuar hipotecando a Pátria. A Repsol, Monsanto, Barrick Gold, Chevron, CIADI, as reservas, o imposto ao trabalho, China… são todas parte do saque, com concessões e os acordos de pagamento através do qual seguimos à mercê de uma dívida que não existe, que é ilegítima, ilegal, fraudulenta e impagável e que – além disso – tem sido paga com aumentos. Uma dívida manchada com o sangue dos 30.000 companheir@s detidos-desaparecidos e de todas as vítimas da ditadura das políticas de ajuste, privatização e desregularização, além do festival de bônus dos anos 90, da política de “pagador em série”, feita pelo capital financeiro com as megacoorporações extrativistas, os abutres de todo tipo, tudo com o objetivo de se continuar endividando mais. Trata-se de uma dívida facilitada pelo FMI que, através do GAFI, continua impondo condições como a Lei Antiterrorista.

Basta! Não há direito nem pode haver juízes que nos obriguem a pagar uma dívida contraída contra a vontade do povo para manter o aparato repressivo, para projetos e políticas nocivos para o povo, para subsidiar interesses alheios e estatizar dívidas privadas. Só falta vontade política de parte do Poder Executivo, Legislativo e Judiciário, para avançar em defesa de nossos direitos e contra os prestamistas da morte.

Em setembro, o Congresso aprovou a criação de uma Comissão Bicameral Investigadora da Dívida para separar a ilegítima – a que já se pagou, a que não é nossa – de qualquer pedido de dívida potencialmente legítima. Todavia, a Comissão não foi formada, enquanto o governo continua pagando e a dívida segue aumentando a nossas custas.

MEMÓRIA, VERDADE E JUSTIÇA
NÃO À IMPUNIDADE DE ONTEM E DE HOJE

Suspensão do pagamento e auditoria da dívida JÁ!
Pelo funcionamento da Comissão Bicameral Investigadora da Dívida!

JULGAMENTO E CASTIGO a todos os responsáveis pelos crimes econômicos!
Não à criminalização do protesto e da pobreza
Prisão JÁ para todos os genocidas – Fora Milani! Fora Berni
Abertura dos arquivos da ditadura e dos serviços de inteligência
Fim do aparato repressivo e de espionagem

Nem SIDE nem AFI – Não ao Projeto X – Não à Lei Antiterrorista
Basta de Manipulação e de proteger o Estado e a Justiça na causa AMIA.
Comissão de Investigação independente.
Pelos direitos dos povos originários – Pelas vítimas da violência institucional ontem e hoje.
Pela aparição com vida de Jorge Julio López. Onde está Julio López?
30.000 companheir@s detidos-desaparecidos presentes!!!!

A seguir

Conferência Internacional: Dívida, Bens Comuns e Dominação - Resistências e alternativas para o Bem Viver

Conferência Internacional: Dívida, Bens Comuns e Dominação - Resistências e alternativas para o Bem Viver