Baía de Sepetiba e Santa Cruz: em busca de um futuro legal

Pretende-se instalar na Baía de Sepetiba um polo industrial siderúrgico altamente poluente, com portos e um modelo de desenvolvimento que não servem a sua gente. Localizada na Zona Oeste do Rio de Janeiro, a região vem ao longo dos anos sofrendo com a degradação do meio ambiente e gerando graves problemas de saúde aos moradores do lugar, que cultivam a esperança de uma vida digna e lutam bravamente para transformar essa realidade. Histórias retratadas na exposição “Baía de Sepetiba e Santa Cruz: em busca de um futuro legal”, com lançamento na próxima quinta-feira, 3 de julho, às 18h no Centro de Teatro do Oprimido (CTO), na Lapa.

A iniciativa, do Instituto Políticas Alternativas para o Cone Sul (PACS) e com apoio da Fundação Rosa Luxemburgo e da Justiça Global, apresenta sete painéis do fotógrafo e midiativista André Mantelli. Retratos que revelam os rostos daqueles incansáveis lutadores e lutadoras que sonham com um território feito para seu povo. “A Baía de Sepetiba é Rio de Janeiro também, ainda que a propaganda da cidade só foque na Zona Sul. Queremos chamar atenção para um pedaço de riqueza do Rio de Janeiro que está sendo destruído ao longo dos anos. Como bem falou o fotógrafo de nossa exposição, a cidade maravilhosa não é maravilhosa sem suas maravilhas”, afirma Karina Kato, técnica do PACS.

Situada no bairro de Santa Cruz, a Baía de Sepetiba vem historicamente sofrendo com a degradação de seu ecossistema. Na década de 1980, além da instalação do Porto do Itaguaí, a região foi afetada pelo vazamento de metais pesados da Companhia Ingá Mercantil, que teve impactos drásticos sobre a sua atividade pesqueira, agrícola e turística.

Os problemas foram acentuados com a instalação da ThyssenKrupp Companhia Siderúrgica do Atlântico (TKCSA) em 2005. Empreendimento da Vale e da ThyssenKrupp, a TKCSA é responsável pelo aumento de 76% da emissão de gases de efeito estufa na cidade do Rio de Janeiro. Sem licença ambiental desde 2010, o funcionamento da siderúgica é garantido por acordos assinados junto a órgãos ambientais do estado.

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