Quem Somos

Somos uma rede ampla e plural de movimentos sociais, organizações populares e religiosas, política, comunidades e campanhas na América Latina e Caribe, África, Ásia e o Pacífico.

Trabalhamos juntos no desenvolvimento de um movimento global pelo cancelamento e repúdio às dívidas externas, internas, e exigindo a reparação e restituição do imenso dano que provoca aos países endividados… e ao desenvolvimento humano, social, ambiental, político e econômico dos mesmos.

Seguindo a influência dos movimentos de resistência à dívida que cresceram durante a década de 80, constituímo-nos como Jubileu Sul no ano de 1999 no bojo das campanhas do Jubileu 2000. Incorporamos o conceito SUL porque reflete critérios políticos e ideológicos, além de geográficos e porque abrange os povos oprimidos e excluídos do mundo todo.

Jubileu Sul Américas

Na América Latina e Caribe nossa ação está fortemente inserida na mobilização hemisférica contra a Militarização e contra os Acordos de Livre Comércio que atentam contra os Direitos Humanos e a Soberania dos nossos povos. Além da contribuição em pensar novas formas de financiamento e de alternativas para o Continente e para cada um dos países.

Propomos uma integração fundamentada na promoção de uma Vida digna para todas e todos, baseada nos valores do respeito à diversidade cultural dos povos e na colaboração solidária entre eles.

Presentes em mais de 40 países nos organizamos através de uma estrutura global descentralizada que conta com um Comitê Coordenador Internacional formado pelos representantes eleitos das Secretarias Regionais de África, Ásia, Pacífico e América Latina e o Caribe.

Jubileu Sul Brasil

No Brasil, a Rede Jubileu Sul, se expressa numa ampla mobilização ecumênica. É coordenada por vários movimentos sociais e organizações, como a Pastoral Social – CNBB, Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (CONIC), a Cáritas Brasileira, pelo Instituto de Políticas Alternativas para o Cone Sul (PACS), Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Grito dos Excluídos (brasileiro e continental), IBRADES, Rede Brasil sobre Instituições Financeiras, ESPLAR, Conlutas, Coordenação da Auditoria Cidadã da Dívida, Pastoral Operária Nacional, ao todo se aproxima de quarenta organizações nos diversos níveis (estadual e nacional) que há vários anos buscam articular-se e somar-se neste trabalho. Além destas entidades há representações e entidades, movimentos locais, regionais que se somam em atividades pontuais.

A rede se articulou no Brasil, a partir de julho de 1998, durante o simpósio em Brasília sobre a dívida externa. Chamava-se Campanha Jubileu 2000 contra a Dívida Externa. Para ampliar a mobilização, organizou-se um Tribunal da Dívida, em maio de 1999 no Rio de Janeiro. Foi então decidido organizar um plebiscito popular nacional no ano seguinte sobre a Dívida Externa. O país todo debateu sobre o tema da dívida externa, sendo que 6 milhões de pessoas votaram neste plebiscito. Em 2001 a rede promoveu um amplo debate com a sociedade para a realização da auditória cidadã da dívida que permanece com uma Campanha e instrumento pedagógico e bandeira prioritária no Jubileu Sul. No ano de 2002, organizou o plebiscito popular sobre o tema da ALCA, onde mais de 10 milhões de pessoas manifestaram-se contra a assinatura deste acordo. No ano de 2004 deu-se inicio a 4ª Semana Social Brasileira, que junto com a Rede Jubileu Sul/Brasil, a Campanha Brasileira contra a ALCA e outras inúmeras organizações realizou em 2005 uma Assembléia Popular com mais de 8 mil pessoas em Brasília para debater o Brasil que Queremos. Este processo desencadeado como Assembléia Popular permanece como metodologia de trabalho e de organização das redes, campanhas e organizações, sendo o Jubileu Sul Brasil uma referência dessa articulação nacional.

A Rede Jubileu Sul Brasil, representa um riquíssimo processo de organização, formação e expressão política popular que fortaleceu a vida democrática participativa no país. Em nível mundial o Jubileu Sul assume o debate no que se refere à temática “Dívida Externa, Somos Credores” da dívida social, financeira, ambiental, histórica. A metodologia utilizada pelo Jubileu Sul/Brasil valoriza a participação, a criatividade, as iniciativas na base, o pluralismo, a diversidade e a qualidade dos materiais pedagógicos produzidos, a dimensão política dos debates, a unidade das forças sociais, articulação entre análise, reflexão e prática. A rede continua sendo, um magnífico laboratório e uma gigantesca escola de formação rumo à democracia participativa.

Pode-se sublinhar, ainda, a participação e conscientização política maior de muitas pessoas, lideranças que se formaram dentro deste amplo processo e hoje são grandes articuladores/as, e o reforço à democracia. Temas considerados como tabus e tratados em segredo pelo governo, como dívida e ALCA, tornaram-se públicos e hoje são ou foram amplamente discutidos na mídia e pela sociedade civil em geral.

A dívida externa e interna, pelos estudos já elaborados no Brasil através da Auditoria Cidadã, é ILEGÍTIMA, INJUSTA E INSUSTENTÁVEL ETICA, JURÍDICA E POLITICAMENTE. Foi constituída sem consultar a sociedade e fora dos marcos legais vigentes, não favorece o desenvolvimento sustentável, prejudica a maioria da população, viola os direitos sociais e humanos e torna vulnerável a soberania nacional.

Promovemos o seu desenvolvimento através de ações nacionais e regionais que levam em conta os custos humanos, sociais, ecológicos, financeiros e políticos que provoca a dívida e a sua vinculação com as políticas de livre comércio, privatização, guerra/militarização e violação sistemática dos direitos humanos. A campanha promove o reconhecimento da ilegitimidade da dívida através da investigação e capacitação, ações judiciais, mobilizações, debates, pressão pública, incidência nos meios de comunicação, entre outras.

Convidamos a todas as campanhas, movimentos sociais, redes, organizações populares e religiosas, ONG’s e formações políticas que compartilham as nossas metas e princípios, a se somarem ao Jubileu Sul e a trabalharmos juntos na formação de um forte movimento global por um mundo livre de dívidas e de dominação. Trabalho este articulado entre Sul e Norte de nosso mundo.