HISTÓRIA DA REDE JUBILEU SUL

Seguindo a influência dos movimentos de resistência à dívida que cresceram durante a década de 80, constituímo-nos como Jubileu Sul no ano de 1999 no bojo das campanhas do Jubileu 2000. Incorporamos o conceito SUL porque reflete critérios políticos e ideológicos, além de geográficos e porque abrange os povos oprimidos e excluídos do mundo todo.

Na América Latina somos parte do Jubileu Sul Américas.

No Brasil, a Rede Jubileu Sul, se expressa numa ampla mobilização ecumênica, é fruto de um rico processo de debate sobre a dívida nas décadas de 1980 e 1990, promovidos por organizações sociais e populares.

É coordenada por vários movimentos sociais, organizações populares, pastorais, comunidades e militantes em diferentes níveis (local, estadual e nacional), com objetivo comum articular-se e somar-se na luta contra toda forma de violação de direitos, especialmente promovidos pelo modelo de desenvolvimento, sobreendividamento.

A rede se articulou no Brasil, a partir de julho de 1998, durante o simpósio em Brasília sobre a dívida externa. Chamava-se Campanha Jubileu 2000 contra a Dívida Externa. Para ampliar a mobilização, organizou-se um Tribunal da Dívida, em maio de 1999 no Rio de Janeiro. Foi então decidido organizar um plebiscito popular nacional no ano seguinte sobre a Dívida Externa. O país todo debateu sobre o tema da dívida externa, sendo que 6 milhões de pessoas votaram neste plebiscito. Em 2001 a rede promoveu um amplo debate com a sociedade para a realização da auditória cidadã da dívida que permanece com uma Campanha e instrumento pedagógico e bandeira prioritária no Jubileu Sul. No ano de 2002, organizou o plebiscito popular sobre o tema da ALCA, onde mais de 10 milhões de pessoas manifestaram-se contra a assinatura deste acordo. No ano de 2004 deu-se inicio a 4ª Semana Social Brasileira, que junto com a Rede Jubileu Sul/Brasil, a Campanha Brasileira contra a ALCA e outras inúmeras organizações realizou em 2005 uma Assembléia Popular com mais de 8 mil pessoas em Brasília para debater o Brasil que Queremos. Este processo desencadeado como Assembléia Popular permanece como metodologia de trabalho e de organização das redes, campanhas e organizações, sendo o Jubileu Sul Brasil uma referência dessa articulação nacional.