PERFIL ORGANIZACIONAL

No Brasil, a Rede Jubileu Sul, se expressa numa ampla mobilização ecumênica, é fruto de um rico processo de debate sobre a dívida nas décadas de 1980 e 1990, promovidos por organizações sociais e populares.

É coordenada por vários movimentos sociais, organizações populares, pastorais, comunidades e militantes em diferentes níveis (local, estadual e nacional). Ao todo se aproxima de quarenta organizações que há vários anos buscam articular-se e somar-se neste trabalho. Além destas entidades há representações e entidades, movimentos locais, regionais que se somam em atividades pontuais.

No Brasil, a Rede Jubileu Sul, se expressa numa ampla mobilização ecumênica. É coordenada por vários movimentos sociais e organizações, como a Pastoral Social – CNBB, Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (CONIC), a Cáritas Brasileira, pelo Instituto de Políticas Alternativas para o Cone Sul (PACS), Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Grito dos Excluídos (brasileiro e continental), IBRADES, Rede Brasil sobre Instituições Financeiras, ESPLAR, Conlutas, Coordenação da Auditoria Cidadã da Dívida, Pastoral Operária Nacional.

A Rede Jubileu Sul Brasil, representa um riquíssimo processo de organização, formação e expressão política popular que fortaleceu a vida democrática participativa no país. A metodologia utilizada pelo Jubileu Sul Brasil é da participação popular, da criatividade, incentivando as iniciativas na base, o pluralismo, a diversidade e a qualidade dos materiais pedagógicos produzidos, a dimensão política dos debates, a unidade das forças sociais, articulação entre análise, reflexão e prática. A rede se dedica prioritariamente à formação rumo à democracia participativa e a articulação das forças vivas.

A dívida pública (externa e interna), pelos estudos já elaborados e pela CPI da Dívida no Brasil já se constatou como ILEGÍTIMA, INJUSTA E INSUSTENTÁVEL ETICA, JURÍDICA E POLITICAMENTE. Foi constituída sem consultar a sociedade e fora dos marcos legais vigentes, não favorece o desenvolvimento sustentável, prejudica a maioria da população, viola os direitos sociais e humanos e torna vulnerável a soberania nacional.

A rede se pauta pelas ações nacionais, regionais, e locais que defendem a vida, os direitos humanos e lutamos contra todas as formas de violações que o atual sistema acomete as comunidades, os territórios, os povos. Denunciamos todos os custos humanos, sociais, ecológicos, financeiros e políticos provocados pela dívida e a sua vinculação com as políticas de livre comércio, privatização, guerra/militarização e violação sistemática dos direitos humanos e financeirização da natureza. Promovemos o reconhecimento da ilegitimidade da dívida através da investigação integral e cidadã do endividamento, através de ações judiciais, mobilizações, debates, pressão pública, incidência nos meios de comunicação e governamental, entre outras. A solidariedade é parte intrínseca e princípio fundamental de nossa ação.

Dentre as principais demandas estão:

• a realização de uma Auditoria da Dívida no Brasil;

• anulação total e incondicional das dívidas ilegítimas cobradas dos povos e países do Sul;

• reconhecimento e reparação das dívidas histórica, social, financeira, ecológica e climática;

• fechamento do Banco Mundial, FMI, OMC, BID e instituições afins;

• a desfinanceirização da natureza e a não implementação de falsas soluções, como o mercado de carbono, a economia verde e os serviços ambientais.

Convidamos a todas/os, movimentos sociais, redes, organizações populares e religiosas, ONG’s e formações políticas que compartilham as nossas metas e princípios, a se somarem ao Jubileu Sul e a trabalharmos juntos na formação de um forte movimento global por um mundo livre de dívidas e de dominação. Trabalho este articulado entre Sul e Norte.

Não devemos, não pagamos!