Entidades feministas e MCP passam a compor a Rede Jubileu Sul

O Movimento dos Conselhos Populares (MCP), o Centro Dandara de Promotoras Legais e a “Marcha Mundial de las Mujeres de la Macronorte Perú” passam agora a engrossar as fileiras de luta das Redes Jubileu Sul Brasil e Américas, formalizando seus processos de membresia.

Foto de Jubileo Sur Américas

A Marcha Mundial de Mulheres da Região Macro Norte do Peru é um movimento social feminista que há 19 anos agrupa organizações de base de mulheres indígenas, campesinas, rurais, lésbicas e jovens. “Lutamos em defesa dos nossos corpos, terras e territórios, água e vida frente ao sistema capitalista, patriarcal e colonialista que está nos violentando, criminalizando […] Queremos unir forças e resistências, por isso é importante e necessário fazer parte da Rede Jubileu Sul”, escreveu Lourdes Contreras Vasquez, coordenadora da Marcha peruana, em carta de apresentação à Rede Jubileu Sul Américas.

Outra entidade feminista, localizada no interior de São Paulo, no Brasil, formalizou sua membresia à Rede Jubileu Sul. O Centro Dandara de Promotoras Legais, uma entidade que promove os direitos humanos com foco nas desigualdades decorrentes das relações de gênero, raça/etnia, orientação sexual e socioeconômicas.

O Centro Dandara atende as mulheres de forma continuada, permanente, gratuita e planejada levando às mulheres informação sobre direitos, autogestão, geração de renda e  protagonismo feminino.

Para Marcela de Andrade, do Centro Dandara de Promotoras Legais, que também é parte do Coletivo de Mulheres da Rede Jubileu Sul Brasil, ser membro da Rede é importante porque significa trabalhar novas possibilidades e estar junto para fortalecer-se na luta e na resistência diante da atual conjuntura.

Do nordeste brasileiro, também formaliza-se a membresia do Movimento dos Conselhos Populares (MCP) de Fortaleza, no Ceará. Fundado em 2000, o movimento trabalha em grupos nos bairros de Planalto do Pici, Raízes da Praia e Conjunto Palmeiras. Neles, os temas prioritários são o direito à cidade como espaço para todos(as), a luta contra as remoções das comunidades atingidas por grandes projetos, o trabalho digno e a formação da militância. O movimento já chegou a atingir cerca de 80 bairros.

“Conhecemos o Jubileu desde o plebiscito popular sobre o tema da ALCA [Área de Livre Comércio das Américas]. Sou militante das CEBs [Comunidades Eclesiais de Base] e o Jubileu sempre esteve junto à luta do povo trabalhando a dívida e falando do impacto dela na nossa vida e isso foi favorável à nossa decisão de caminhar junto com essa Rede. Compartilhamos as lutas e os sonhos”, disse Francisco Fernando Martins, morador do Planalto do Pici.

A Rede Jubileu Sul Américas nasceu em 1999, e nestes seus 20 anos de existência, muitas e variadas foram as expressões organizativas que a compuseram e compõem: movimentos sociais, organizações de base, articulações, centros de investigações entre outros, que enfocam suas ações na luta pela defesa dos Direitos Humanos em sua integralidade. A Rede está presente em 18 países da América Latina e Caribe e agrega 50 organizações.

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